GUIA DE OFICINAS

 

ARTES CÊNICAS

 

 

 

Da Ideia ao Papel - elaboração de projetos

Resumo da oficina: A oficina é destinada, principalmente, para artistas e pessoas interessadas em produção, que estão começando suas carreiras e desejam escrever seus próprios projetos. O objetivo é apresentar formas de planejamento de um projeto e apontar possíveis modos de desenvolver sua ideia, abordando todas as etapas de elaboração da escrita do projeto.

Currículo(s) do(s) professor(es): Luana Eva é jornalista, atriz e produtora cultural. É sócia da Portal Produtora Cultural, foi uma das fundadoras do grupo capixaba Confraria de Teatro e participou, por quase 10 anos,do Grupo Teatro Empório (GTE), desempenhando diversas atividades como atriz, produtora, figurinista e assistente de direção. Como jornalista, trabalhou em emissoras como Record (TV Vitória), Jornal Online Folha Vitória e Band (TV Capixaba). Foi também Coordenadora de Patrimônio Cultural, na Secretaria Municipal de Cultura de Cariacica(ES).

Ludmila Porto é graduada em Artes Visuais pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e em Teatro pela Escola Técnica Municipal de Teatro e Dança FAFI. É sócia-fundadora da Portal Produtora Cultural e umas das fundadoras da Confraria de Teatro, onde atuou como atriz e produtora. Também trabalhou no Grupo Teatro Empório (GTE) como atriz e assistente de produção. É ainda professora de artes da Rede Municipal de Ensino de Serra.

Público: A partir de 16 anos

Pré-requisito: Nenhum

Material do aluno: Folhas ou blocos de anotações, canetas ou lápis

Local: Sala 3.05 - Pavilhão de Aulas do Campus Santo Antônio/UFSJ (Praça Frei Orlando, 170 - Centro)

Período: 22 e 23 de julho (segunda e terça-feira)

Horário: 14h às 18h

Carga horária: 8 horas/aula

Número de vagas: 30 vagas

 

Teatro Documentário e Urgências Sociais

Resumo da oficina: A oficina-laboratório pretende fornecer elementos para a compreensão do teatro documentário, analisando seus fundamentos e suas múltiplas consequências estéticas e sociais. A discussão será feita à luz da contribuição histórica de Erwin Piscator e Peter Weiss e utilizará referências contemporâneas como o teatro verbatim, teatro.doc russo, biodrama, teatro do testemunho e teatros do real. Será feita a conexão com a situação social contemporânea a partir de produções teatrais recentes, entre elas: Accidens, Matar para Comer (Rodrigo Garcia), Kaïros, Sisyphes et Zombies (Oskar Gómez Mata), Rwanda 94 (Jacques Delcuvellerie e Groupov) e diversas montagens brasileiras. O trabalho prático, constituído de exercícios e improvisações, incluindo a contribuição dos participantes, utilizará como fio condutor a obra Gênova 01, de Fausto Paravidino, jovem dramaturgo e diretor italiano. Gênova 01 é um dos mais importantes textos que problematizam a mundialização neoliberal e a sua crítica.

Currículo(s) do(s) professor(es): Fernando César Kinas é doutor em Estudos Teatrais pela Sorbonne Nouvelle (Paris 3) e Universidade de São Paulo (USP). Fundou e coordena, desde 1996, a Kiwi Companhia de Teatro e participa, desde 2018, do Coletivo Comum, ambos sediados em São Paulo. Dirigiu cerca de 20 montagens teatrais, muitas delas com roteiros originais do diretor (Fome.doc, Manual de Autodefesa Intelectual, Material Bond, Carne, entre outras). Foi professor do Instituto de Artes UNESP (2016/2018). É o responsável editorial do Caderno de Estudos Contrapelo, publicado desde 2013. Escreveu dezenas de artigos, ensaios e matérias em jornais, revistas e periódicos (Cena, Urdimento, Sala Preta, Teorema, Rumores, Estado de São Paulo, Gazeta do Povo, Vintém, Bravo!). Organizou e ministrou cursos e oficinas envolvendo coletivos artísticos e para o público em geral em diversas instituições.

Público: A partir de 16 anos

Pré-requisito: Nenhum

Material do aluno: Nenhum

Local: Sala 2.10 - Pavilhão de Aulas do Campus Santo Antônio/UFSJ (Praça Frei Orlando, 170 - Centro)

Período: 22 a 25 de julho (segunda a quinta-feira)

Horário: 10h às 14h

Carga horária: 16 horas/aula

Número de vagas: 30 vagas

 

O Som na Cena Contemporânea: introdução à criação 

Resumo da oficina: A oficina propõe uma vivência de criação teatral a partir do som, abordando diferentes formas de discurso e proporcionando experiências para além da leitura da imagem. A cena contemporânea vem abrindo inúmeras possibilidades de uso do som como elemento narrativo, sensorial e relacional, articulando contextos e múltiplas vozes em diferentes interpretações do mundo possíveis. Enquanto a imagem, por vezes, retrata aquilo que é hegemônico, o som deixa escapar o que é diverso.

Currículo do professor: Renato Navarro é sonoplasta, produtor musical, técnico de gravação e mixagem e arte-educador. Coordenou cursos de Sonoplastia e trilha sonora para teatro e cinema no Brasil e em Cabo Verde,e é compositor e produtor de trilhas sonoras para TV, cinema, teatro e performance.

Público: A partir de 18 anos

Pré-requisito: Nenhum

Material do aluno: Nenhum

Local: Sala 2.07 - Pavilhão de Aulas do Campus Santo Antônio/UFSJ (Praça Frei Orlando, 170 - Centro)

Período: 21 a 23 de julho (domingo a terça-feira)

Horário: 21 e 22 de julho - 14h às 18h

               23 de julho - 10h às 18h

Carga horária: 16 horas/aula

Número de vagas: 20 vagas

 

Fluxo Aéreo 

Resumo da oficina: Dirigido a acrobatas aéreos, bailarinos, atores, educadores físicos e artistas em geral, a oficina “Fluxo Aéreo” pretende ser um espaço para um processo criativo com os aparelhos aéreos do circo. Indicada para todos os níveis, a oficina integra cada participante em um processo criativo com o aparelho aéreo de sua escolha, através de exercícios físicos em cima de técnicas de acrobacia aérea e técnicas de experimentações e improviso. O trabalho pretende, assim, fornecer ferramentas para os participantes desenvolverem estratégias pessoais e originais para uma acrobacia aérea regida pela criatividade, resultando, ao final da oficina, uma pequena mostra desse processo criativo.

Currículo: A Spasso - Escola Popular de Circo tem como missão transformar realidades. Referência no Estado de Minas Gerais em ensino, pesquisa e produções culturais, desde a sua fundação vem atraindo pessoas de diversos círculos sociais que apreciam e se interessam pela arte circense. Além de oferecer cursos livres de acrobacia aérea, acrobacia de solo, malabarismo e equilibrismo, a escola disponibiliza, também, o curso de formação profissional na arte do circo com um currículo flexível e aberto, que dispõe de disciplinas práticas e teóricas com duração de três anos.

Público: A partir de 16 anos

Pré-requisito: Nenhum

Material do aluno: Nenhum

Local: Spasso Escola Popular de Circo (Av. 31 de março, 110 - Colônia do Marçal)

Período: 20 a 23 de julho (sábado a terça-feira)

Horário: 14h às 18h

Carga horária: 16 horas/aula

Número de vagas: 15 vagas

 

Bala Perdida: processos criativos pesquisa dramatúrgica

Resumo da oficina: O “conceito de perspectiva”, tanto na atuação quanto na criação da cena, está intimamente relacionado à capacidade e habilidade que atores e criadores cênicos, em geral, podem adquirir para engendrar profundidade no seu trato com a cena, ampliando a fruição da obra e admitindo que ela , além de sua enunciação artística, possa contribuir com o desenvolvimento técnico de atores, diretores e artistas de cena. O processo de criação das peças de Rita Clemente tem gerado técnicas e métodos de composição que poderão ser repassados e demonstrados de acordo com o tempo da oficina. Nesta, será abordado o espetáculo em processo “Ópera Urbana: Para Desencadear Reviravoltas na Indonésia”.

Currículo da professora: Rita Clemente é coordenadora da plataforma de criação e cursos Clementtina. É mestranda em Artes pela Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG). Foi professora por 10 anos no Cefart / Palácio das Artes; 5 anos no Galpão Cine Horto, onde coordenou a escola Livre e 5 anos na UFOP. É criadora e coordenadora da primeira edição do Cecad - Centro de Formação de Atores e Diretores - Sesc Palladium/BH. É atriz e diretora, com vários espetáculos premiados, como Dias Felizes: Suíte..., Inverno, O Que Você Foi Quando Era Criança (Independentes), Amores Surdos (Grupo espanca!), Nesta Data Querida (Luna Lunera), dentre outros. Atualmente desenvolve trabalhos autorais para teatro e atua esporadicamente na TV.

Público: A partir de 16 anos

Pré-requisito: Nenhum

Material do aluno: Nenhum

Local: Sala Pretinha (CTAN)

Período: 21 a 24 de julho (domingo a quarta-feira)

Horário: 14h às 18h

Carga horária: 16 horas/aula

Número de vagas: 20 vagas

 

Residência Coreográfica “Cópia”

Resumo da oficina: “Cópia”, uma proposta criada por Vanilton Lakka, consiste em uma matriz coreográfica elaborada em forma de um jogo contínuo, no qual há 3 (três) funções: o Condutor, o Conduzido e a Cópia. As funções são rotativas de modo que todos podem passar por todas as funções, não havendo uma fixa ligada a qualquer característica de formação ou de gênero. A estrutura se organiza como um diagrama que possui autonomia e a interação que os intérpretes possuem com o jogo depende da disposição destes de tomar decisões que testam sua capacidade de negociar as dimensões subjetivas e objetivas constantemente, assim como suas implicações.

Currículo do professor: A Residência será ministrada pelos integrantes do  NEPARC - Núcleo de Estudos e Práticas Artístico-Corporais, que tem como propósito produzir e divulgar pesquisas e espetáculos de dança, performance e multimídia. O NEPARC e Lakka desenvolvem trabalhos em parceria desde 2014 e Cópia é objeto de estudo da pesquisa de doutorado em Artes Cênicas do coreógrafo no PPGAC-UFBA - Universidade Federal da Bahia. Lakka é mineiro, criador-intérprete premiado pela APCA - Associação Paulista de Críticos de Artes (2005), e professor na graduação de dança na UFU (Universidade Federal de Uberlândia). Atua com produção cultural, criação e pesquisa em dança/performance desde 1991. Através da Dança de Rua e da Dança Contemporânea estuda as relações entre técnicas corporais e arte-cidade.

Público: A partir de 16 anos

Pré-requisito: Nenhum

Material do aluno: Nenhum

Local: Sala 3.23 - Prédio Central do Campus Santo Antônio/UFSJ (Praça Frei Orlando, 170 - Centro)

Período: 25 a 28 de julho (quinta-feira a domingo)

Horário: 14h às 18h

Carga horária: 16 horas/aula

Número de vagas: 15 vagas

 

Espaço-sentido

Resumo da oficina: O quanto nossa percepção sensorial sobre os espaços que ocupamos é capaz de transformá-lo e ressignificá-lo? A oficina Espaço-Sentido pretende trabalhar com a capacidade subjetiva de reconstrução do binômio espaço/lugar, a partir de estímulos sensoriais (audição, visão, olfato, paladar, equilíbrio, etc.), contos, jogos e brincadeiras infantis que remetem à capacidade humana de se transportar para o universo imaginário e lúdico e se desprender da realidade cotidiana.

Currículo dos professores: Cláudio Guilarduci é docente do Curso de Teatro da UFSJ. Winnie Minucci é atriz e cantora graduanda em Teatro pela UFSJ, integrante do Grupo de Pesquisa e Extensão Casa Aberta, e preparadora física do grupo vocal Madrigal Beija-Flor, dedicado ao repertório renascentista. Tem sua formação direcionada às áreas de preparação vocal e física para atores jovens e adultos, e também em métodos de construção de dramaturgias. Luan Augusto é cantor, alaudista, regente de corais adultos e infantis e educador musical, graduando em Educação Musical pela UFSJ. É diretor do grupo vocal Madrigal Beija-Flor, dedicado ao repertório renascentista. Sua pesquisa é direcionada à performance historicamente informada e seu diálogo com a cena contemporânea.

 

Público: Crianças e pré-adolescentes entre 8 e 13 anos; adultos.

Pré-requisito: Nenhum

Material do aluno: Nenhum.

Local: ONG Atuação (R. Maria José da Silva, 13 - Tijuco)

Período: 22 a 24 de julho de 2019 (segunda a quarta-feira)

Horário: 13h30 às 16h

Carga horária: 7h30/aula

Número de vagas: 10 vagas para crianças e pré-adolescentes entre 8 e 13 anos;

                              05 vagas para adultos;

 

Quem tem medo de preto?

Resumo da oficina: Entre danças, cantos, toques, sabores, cheiros, cores, texturas, contos, as casas de candomblé fazem viva, em sua rotina, a memória de negros que resistiram (resistem) ao constante processo de objetificação de seus corpos. Projeto que se valida de uma narrativa que torna a imagem do negro pejorativa, “legitimando” a superioridade do opressor, num processo que Paulo Freire nomeou como o “ser menos”. A cultura de terreiro, por presentificar uma cultura, história, arte de resistência, faz transparecer outra narrativa: a de um “ser mais”, cheia de contribuições e potência de futuro. Esta oficina é um convite para se experienciar essa referência de forma lúdica. Um convite para se discutir questões raciais a partir das danças dos Orixás e da cultura de terreiro.

Currículo do professor: Zilvan Lima é bacharel em Teatro pela UFSJ, onde também cursa a Licenciatura. Foi integrante da Associação Afro-brasileira Casa do Tesouro, ator, professor de teatro. Tem sua formação e processos perpassados pela cultura de matriz africana. É bolsista do Pibex Cultura pelo programa “Brincando com o Teatro”, vinculado ao Inverno Cultural UFSJ. 

Público: A partir de 12 anos

Pré-requisito: Interessados em dança de matriz africana e questões raciais

Material do aluno: Nenhum

Local:  Sala 3.21Pavilhão de Aulas do Campus Santo Antônio/UFSJ (Praça Frei Orlando, 170 - Centro)

Período: 22 a 24 de julho de 2019 (segunda a quarta-feira)

Horário: 9 às 12h

Carga horária: 9 horas/aula

Número de vagas: 25 


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