GUIA DE OFICINAS

 

MUTIRÃO CULTURAL - ECOLOGIA DE SABERES

 

Observação: As formações do Mutirão Cultural possuem reserva de 50% das vagas para moradores dos bairros Alto das Mercês, Tijuco, Senhor dos Montes e Matosinhos (e entorno). As inscrições da comunidade serão feitas presencialmente no Fortim dos Emboabas, de 15 a 18 de julho de 2019, das 9 às 12h e das 14 às 17h. O público em geral poderá se inscrever pelo site do Inverno Cultural.

 

Farmácias Vivas, Segurança e Soberania Alimentar – Da etnobotânica ao cultivo e uso de plantas medicinais  

Resumo da oficina: Esta oficina busca resgatar o uso de plantas medicinais através da etnobotânica (ramo da Botânica que estuda o uso das plantas pelos povos), aliado ao cultivo orgânico caseiro de Farmácias Vivas.

Currículo da professora: Maysa Mathias Alves Pereira - Engenheira Agrônoma de formação, atualmente doutoranda em Plantas Medicinais, Aromáticas e Condimentares pela UFLA. Possui longa experiência prática em cultivo e manejo orgânico, bem como beneficiamento de espécies aromáticas, condimentares e medicinais.

Público: A partir de 15 anos

Pré-requisito: Nenhum

Material do aluno: Papel e caneta para anotações

Período: 23 e 24 de julho (terça e quarta-feira)

Horário: 13h30 às 17h30

Carga Horária: 8 horas/aula

Local:  Fortim dos Emboabas (Rua Altamiro Flor, nº 103 - Alto das Mercês)

Número de vagas: 8 vagas para o público em geral

                                   8 vagas para a comunidade do bairro

 

Acarajé Raiz  

Resumo da oficina: Conforme Diego de Oxóssi (2017), “o acarajé é um bolinho feito de massa de feijão-fradinho, cebola e sal e frito em azeite de dendê. Seu nome, proveniente da língua africana iorubá, é composto por “akará” = bola de fogo e “jé” = comer, ou seja, comer bola de fogo. Na África Ocidental, onde constitui uma comida de rua muito comum, é servido com pimenta em pó ou molho de tomate picante. Já no Brasil, especialmente na Bahia, é servido com pimenta, camarão seco, caruru e vatapá (também uma iguaria africana), sendo relativamente comum a adição de vinagrete, ou ainda de maionese. Sua origem vem de uma lenda sobre a relação de Xangô com sua esposa Oya. Propõe-se a realização de uma oficina para ensinar o preparo de um “acarajé raiz” de forma artesanal. Como se faz o feijão fradinho e a massa de forma manual, ensinando a fritar no dendê e a preparar os recheios.

Currículo da professora: Vicentina Neves Teixeira - Fundadora do Grupo de Inculturação Afrodescendentes Raízes da Terra. Foi coordenadora de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Diretoria de Direitos Humanos na Prefeitura Municipal de São João del-Rei e presidenta do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial da mesma cidade.

Público: A partir de 18 anos

Pré-requisito: Pessoas que desejem aprender como se faz um acarajé tradicional e artesanal

Material do aluno: Papel e caneta para anotações

Período: 22 e 23 de julho (segunda e terça-feira)

Horário: 8h30 às 12h30

Carga Horária: 8 horas/aula

Local:  Fortim dos Emboabas (Rua Altamiro Flor, nº 103 - Alto das Mercês)

Número de vagas: 10 vagas para o público em geral

                                   10 vagas para a comunidade do bairro

 

Bateria Nota Mil: o coração da escola  

Resumo da oficina: A bateria é o coração de uma escola de samba. Sem ela não tem samba no pé. Uma bateria nota mil possui várias estratégias para garantir ritmo e sintonia com o samba-enredo. Para isso, é preciso dominar os instrumentos musicais e fazer com que eles trabalhem juntos para garantir que a escola entre com tudo na avenida. Esta oficina propõe ensinar aos interessados um passo-a-passo de como uma bateria deve se apresentar na avenida: como ela se organiza e como os instrumentos devem atuar para obter pleno sucesso na apresentação. A proposta será dividida em uma parte teórica e outra prática.

Currículo do professor: Wildson Gualberto - Possui formação em mestre de bateria pela Escola de Samba Salgueiro, no Rio de Janeiro. Foi ritmista e regente mestre na Escola de Samba São Geraldo, de 1990 a 2004, ritmista da Escola de Samba Irmãos Metralhas, em 2015; mestre de Bateria na Escola de Samba Girassol, em 2019. Vencedor de seis estandartes como melhor mestre de bateria no carnaval de São João del-Rei. 

Público: A partir de 10 anos

Pré-requisito: Nenhum 

Material do aluno: Nenhum

Período: 27 e 28 de julho (sábado e domingo)

Horário: 8h30 às 12h30

Carga Horária: 8 horas/aula

Local:  Fortim dos Emboabas (Rua Altamiro Flor, nº 103 - Alto das Mercês) 

Número de vagas: 20 vagas para o público em geral

                                   20 vagas para a comunidade do bairro

 

Oficina de RAP: ritmo e poesia da quebrada  

Resumo da oficina: Esta oficina tem como objetivo promover a reflexão acerca de questões sociais pungentes, por meio da construção de letras de Rap e pelo entendimento dos princípios do Hip Hop. Deste modo, levando-se em consideração que o Rap permite que os(as) MC’s elaborem uma interpretação acerca do modo como se veem e de sua realidade social, a oficina culminará na realização de letras de Rap, que, por meio de seu viés criativo, dinâmico, participativo e artístico, visará intensificar as reflexões trabalhadas ao longo do processo. Nessa perspectiva, pode-se salientar que o estilo, por meio de sua linguagem urbana, revolucionária e artística, apresenta o potencial de visibilizar as demandas dos grupos excluídos de nossa sociedade, abrindo-se como espaço de fala dessas populações.  

Currículo da professora: MC Mari P - É MC, psicóloga e mestranda do curso de Psicologia da UFSJ. Integrante do Movimento Hip Hop, começou a cantar Rap há quatro anos, escrevendo letras ligadas ao empoderamento feminino, luta negra, resistência periférica e juventude, e ainda ministrando variadas oficinas em espaços sócio-educativos. Sendo mulher, negra e periférica, moradora do bairro Senhor dos Montes, traz esses aspectos identitários em suas produções, relatando suas vivências e trazendo questionamentos acerca das variadas formas de opressão que assolam as populações menos privilegiadas de nossa sociedade. Em sua pesquisa de mestrado, Mari P tem buscado aprofundar seu entendimento em relação ao Rap da cidade e, além disso, a artista tem desenvolvido, há um ano, o projeto “Oficina de Rima e Poesia da Perifa”, voltado para a juventude do bairro Araçá e adjacências.

Público: A partir de 14 anos

Pré-requisito: Nenhum

Material do aluno: Papel e caneta para anotações

Período: 23 e 24 de julho (terça e quarta-feira)

Horário: 13h30 às 17h30

Carga Horária: 8 horas/aula

Local:  Fortim dos Emboabas (Rua Altamiro Flor, nº 103 - Alto das Mercês)

Número de vagas: 8 vagas para o público em geral

                                   8 vagas para a comunidade do bairro

 

Oralidades Urbanas  

Resumo da oficina: A palavra falada possui energia vital que garante e preserva ensinamentos, uma vez que detém a capacidade criadora e transformadora do mundo. Como reitera o filósofo africano Amadou Hampâté Bâ, “um mestre contador de histórias africano não se limitava a narrá-las, mas podia, também, ensinar sobre numerosos outros assuntos […]. O conhecimento não era compartimentado. Era um conhecimento […] segundo a competência de cada um, uma espécie de ‘ciência da vida’; vida, considerada aqui como uma unidade em que tudo é interligado, interdependente e interativo; em que o material e o espiritual nunca estão dissociados.”. Neste contexto a oficina busca resgatar os valores da tradição ‘Griot’ africana, incentivando a produção oral e literária em espaço educativo. Ainda propõe a gravação de “pílulas literárias” com ferramentas tecnológicas de simples acesso e manuseio. 

Currículo dos professores: Leandro Zere - Leandro Pereira da Silva, batizado na poesia como Leandro Zere, é poeta, educador social e membro integrante do Coletivo Terra Firme. Graduando do Curso de Letras na Universidade Estadual de Minas Gerais - Unidade Ibirité -, atua em diversos espaços públicos e privados com saraus de poesia, oficina de escrita criativa e poetry slam (campeonato de poesia). Russo APR - O rapper Flávio da Silva Paiva, também conhecido como Russo APR (Artilharia Pesada da Rima), é graduado em Pedagogia, desenvolve formação para educadores sociais e ministra oficinas na área de música e vídeo. É membro co-fundador do Coletivo Terra Firme onde atua na formação social de jovens da periferia de Ibirité. 

Público: A partir de 14 anos

Pré-requisito: interessados em literatura, Rap e montagem e edição de vídeos com conteúdo poético. 

Material do aluno: Smartphone compatível com os aplicativos InShot e Gravador de Voz, folhas de ofício, material para recorte e colagem (revistas velhas, cola branca e tesoura). 

Período: 26 e 27 de julho (sexta-feira e sábado)

Horário: 13h30 às 17h30

Carga Horária: 8 horas/aula

Local:  Fortim dos Emboabas (Rua Altamiro Flor, nº 103 - Alto das Mercês)

Número de vagas: 8 vagas para o público em geral

                                   8 vagas para a comunidade do bairro

 

Customização de lixo em Arte  

Resumo da oficina: Quando se olha ao redor e observa o planeta, chega-se a ficar triste ao se ver tanto lixo jogado fora e agredindo o meio ambiente. Pensando nisto, será trabalhado o lixo, transformando-o em arte.

Currículo do professor: Wangui - O artista Wanderlei Mario Guilherme, conhecido como Wangui, iniciou sua carreira de artista plástico em 1990, na 3ª edição do Inverno Cultural UFSJ. A partir de então, participou de vários momentos culturais. Em seu currículo, figuram exposições no Museu Regional de São João del-Rei (2000 e 2018), Memorial Tancredo Neves (2001), Centro Cultural Yves Alves - Tiradentes (2002) e Centro Cultural UFSJ (2003). Atua como terapeuta ocupacional com pessoas com deficiência mental, no Centro de Convivência Arte Feliz/CAPES e também ministra oficina no Projeto de Extensão da UFSJ “Universidade Para a 3ª Idade”. Já foi indicado ao Troféu Tv Campos de Minas na categoria “Artista Plástico” durante nove edições (de 2006 a 2014). Foi tema de TCC do aluno Fabiano Porto, do Curso de Jornalismo da UFSJ, que produziu o documentário "Wangui: Afinal, O Que é Lixo?"

Público: A partir de 12 anos

Pré-requisito: Nenhum

Material do aluno: Nenhum

Período: 25 e 26 de julho (quinta e sexta-feira)

Horário: 8h30 às 12h30

Carga Horária: 8 horas/aula

Local:  Fortim dos Emboabas (Rua Altamiro Flor, nº 103 - Alto das Mercês)

Número de vagas: 12 vagas para o público em geral

                                 13 vagas para a comunidade do bairro

 

 

Cúpulas Geodésicas em Bambu  

Resumo da oficina: Domos ou cúpulas geodésicas são estruturas arquitetônicas muito versáteis, populares pela beleza, resistência e leveza. São diversas as formas em que são utilizadas, apresentando-se como uma ótima opção para brinquedoteca infantil, estufas, tendas, palcos, habitações e diversas outras construções. As cúpulas podem ser construídas com vários tipos de materiais, desde o bambu até barras constituídas de fibras de aço-carbono. A oficina será voltada à construção de Cúpulas Geodésicas utilizando o bambu para barras e PVC para conexões; uma alternativa acessível para aqueles e aquelas que pretendem executar a baixo custo, aliando, também, a sustentabilidade e o belo design deste abundante vegetal. Para uma compreensão mais didática acerca do assunto, os oficineiros confeccionarão também algumas maquetes, nas quais poderão aplicar toda a teoria e conceitos abordados.

Currículo do professor: Gabriel Lucas Ribeiro é graduando em Geografia pela Universidade Federal de São João del-Rei, começou sua trajetória com bambu em 2014, quando ainda cursava Engenharia Florestal. Jovem artesão e bambuzeiro, iniciou seus projetos na área da Bioarquitetura, dedicando-se, até então, a trabalhos baseados nas ciências holísticas da Agroecologia e Permacultura. Seu projeto pessoal, “Ateliê Kana Oka”, busca desenvolver tecnologias de caráter social e ecológico, utilizando o bambu como principal matéria prima.

Público: A partir de 16 anos

Pré-requisito: Nenhum

Material do aluno: Nenhum

Período: 26 e 27 de julho (sexta-feira e sábado)

Horário: 8h30 às 12h30

Carga Horária: 8 horas/aula

Local:  Fortim dos Emboabas (Rua Altamiro Flor, nº 103 - Alto das Mercês)

Número de vagas: 7 vagas para o público em geral

                                   8 vagas para a comunidade do bairro

 

  

Oficina de camiseta autoral - Faça você mesmo

Resumo da oficina: Os participantes vão explorar seu universo estético pessoal, a partir de diferentes técnicas de desenho e colagem sobre tecido, desenvolvendo uma expressão gráfica própria através da ressignificação da peça de vestuário mais básica de todas: uma camiseta velha. A partir da apresentação de técnicas e teorias faça-você-mesmo e de upcycling, serão exploradas as possibilidades que cada um tem de confeccionar suas próprias roupas, de acordo com seus próprios conceitos. Levantando questões também sobre consumo, produção, meio ambiente e direitos humanos na contemporaneidade. Ao longo dos dois encontros os participantes terão a oportunidade de experimentar diversas técnicas de desenho e conceitos, utilizando o tecido como plataforma de desenvolvimento do universo pessoal de sua pesquisa, construindo um discurso estético autoral. Todas as técnicas apresentadas usam materiais baratos e de fácil acesso, permitindo que os participantes desenvolvam posteriormente as propostas apresentadas em suas próprias casas. Como encerramento da oficina, será proposta uma mostra das camisetas realizadas pelos participantes, como também a projeção de um filme-documentário sobre as roupas que se veste, as pessoas que as fazem e o impacto que a indústria tem sobre o nosso mundo. Essas atividades serão abertas ao público e, ao final do filme, haverá uma roda de conversa.  

Currículo dos professores: Filipe Guimarães Alves do Amorim é um artista multimídia nascido em Campinas/SP. Desde 2011 se utiliza do pseudônimo Waldomiro Mugrelise, desenvolvendo uma pesquisa no campo da música experimental, da pintura e principalmente do desenho em diversas plataformas. Colabora de maneira efetiva no cenário underground de música, desenvolvendo ilustrações para cartazes, capas de discos e camisetas de bandas. Paula Dykstra vive no Rio de Janeiro, onde é artista, curadora e escritora. Desenvolve oficinas e trabalhos colaborativos nacionais e internacionais, desde 2006. Atualmente, edita a revista Dazibao em São Paulo.

Público: A partir de 14 anos

Pré-requisitos: Cada participante deve trazer uma camiseta, preferencialmente de cor clara.

Material do aluno: Canetas de tecido; Carbono de tecido; Papel e caneta para desenho; 4 a 6 imagens impressas à escolha do participante 

Período: 27 e 28 de julho (sábado e domingo)

Horário: 8h30 às 12h30

Carga Horária: 8 horas/aula

Local:  Fortim dos Emboabas (Rua Altamiro Flor, nº 103 - Alto das Mercês)

Número de vagas: 7 vagas para o público em geral

                                  8 vagas para a comunidade do bairro

 

Assumindo nossas raízes

Resumo da oficina: Os penteados afros ganharam um grande espaço nestes últimos tempos. Hoje é normal ver homens e mulheres usando diversos modelos de tranças. As tranças são um forte elemento da cultura africana. Os penteados com tranças na África apresentavam muito mais que apenas penteados. Eles apresentavam toda a vida social de um povo, como religião, parentesco, estado, idade, etnia e vários outros atributos e identidade. O desenho do penteado era tão importante quanto o próprio ato de trançar, pois transmitia os valores culturais entre as gerações. E quando os negros foram trazidos para o Brasil através do tráfico de escravos trouxeram um pouco da sua cultura nos cabelos. Neste período a manifestação da cultura negra era proibida. Mas, as mulheres negras daquela época usavam as tranças como um ato de resistência por ser uma das poucas heranças culturais que poderiam demonstrar “livremente”. Por este motivo, a proposta é ensinar e demonstrar os vários modelos de tranças. A oficina apresentará técnicas de tranças como: 

  • Trança Rastafari
  • Trança Rastafari colorida
  • Trança Boxeadora
  • Trança Box Braids com linha de crochê
  • Trança Box Braids com jumbo

O objetivo é demonstrar as técnicas e as várias opções de penteados através das tranças e incentivar a aceitação do ser negro diante dos ditos padrões de beleza, além de resgatar e valorizar esta cultura que faz parte de um povo para que não se torne apenas uma moda passageira.

Currículo da professora: Lilian Cristina de Almeida Silva é estudante do 7º período do Curso de Artes Aplicadas com Ênfase em Cerâmica; participante do Grupo de Inculturação Afro Raízes da Terra; trancista desde os 15 anos de idade; coreógrafa de Comissão de Frente da GRES Unidos de São Geraldo no ano de 2019 e artesã.

Público: A partir de 16 anos

Pré-requisitos: Iniciativa em aprender. Se possível, cada aluno levar uma pessoa para modelo

Material do aluno: Nenhum

Período: 20 e 21 de julho de 2019 (sábado e domingo)

Horário: 13h30 às 17h30

Carga Horária: 8 horas/aula

Local: Fortim dos Emboabas (Rua Altamiro Flor, nº 103 - Alto das Mercês)

Número de vagas: 5 vagas para o público em geral

                                   5 vagas para a comunidade do bairro

 

 

Resgatando a Marcenaria Artesanal

Resumo da oficina: A marcenaria passou por grandes transformações ao longo dos anos e grande parte dos móveis encontrados hoje são fruto de alta tecnologia de produção e padronização de customização. Pensando nas inúmeras possibilidades do trabalho manual com madeira, a oficina possibilitará que os participantes desenvolvam autonomia para a criação de seus próprios móveis e utensílios de madeira e vivenciem esse processo de transformação pelas próprias mãos. Essa experiência será ofertada através da construção de um banco feito com madeiras de reciclagem (paletes e tábuas de pinus que sobram da construção civil) e técnicas primárias de marcenaria. Acredita-se que a marcenaria artesanal possibilita inúmeros benefícios, como o desenvolvimento da criatividade e expressão artística, trabalho de atenção, diminuição do stress, economia, aumento da autoestima e auto realização.

Currículo da professora: Mariana Pinto é geógrafa formada pela Universidade Federal de São João del Rei, professora da educação básica e aspirante à marceneira. Curiosa nata, explora trabalhos artísticos e manuais desde sua adolescência, passando pela música, malabares e artesanatos. Em 2017, teve a oportunidade de participar do Curso de Marcenaria para Mulheres, facilitado por ‘Tuá Construção Natural’, cuja proposta é a experimentação das técnicas primárias de manuseio da madeira. Desde então, passou a explorar a marcenaria de forma autônoma e, há cerca de seis meses, dedica sua criatividade à construção de diversos modelos de bancos artesanais. Pensando nos benefícios que a madeira trouxe para sua vida, criou a proposta da oficina com intuito de compartilhar sua experiência e semear os potenciais que o trabalho manual com madeira pode proporcionar.

Público: A partir de 18 anos

Pré-requisitos: Nenhum

Material do aluno: Sapato fechado e uma máscara respiratória descartável.

Período: 20 e 21 de julho de 2019 (sábado e domingo)

Horário: 13h30 às 17h30

Carga Horária: 8 horas/aula

Local: Fortim dos Emboabas (Rua Altamiro Flor, nº 103 - Alto das Mercês)

Número de vagas: 5 vagas para o público em geral

                                   5 vagas para a comunidade do bairro

 

No fio da meada

Resumo da oficina: Quem borda sabe que perder o fio da meada é um problemão! Ora a linha embola, ora ela arrebenta... Aí é preciso respirar fundo e devagarinho, com jeitinho, separar cada porção de linha pra não perder toda a meada... E assim, como na meada, onde as linhas se agrupam e se conectam, as bordadeiras se encontram nas rodas de bordados. Conectadas pelo fio tecem histórias, memórias e saberes. E onde estão essas artesãs? A proposta desta oficina é resgatar e construir uma roda de bordados por meio de um encontro intergeracional, onde será possível aprender e ensinar, onde as mulheres poderão se expressar por meio da fala e da técnica, onde o acolhimento do feminino será o fio condutor para o processo de criação.

Currículo da professora: Josie Souza é natural de São João del-Rei, mas descobriu o bordado em Ouro Preto, na Fundação de Artes (FAOP). Trabalhou como educadora na rede pública e em instituições do terceiro setor nas cidades de Mariana, Ouro Preto e Santa Bárbara. É uma das idealizadoras do projeto Solar na Praça – Feira Livre, que promove o protagonismo feminino e a valorização do trabalho artesanal. Sempre em conexão com o fazer manual e o trabalho coletivo, hoje tem clareza de seu ofício e “enche a boca” pra dizer que é bordadeira!

Público: Mulheres (e adolescentes) a partir de 12 anos, com ou sem experiência em bordado

Pré-requisitos: Nenhum

Material do aluno: Levar uma caixa pequena com tampa para guardar os materiais

Período: 25 e 26 de julho de 2019 (quinta e sexta-feira)

Horário: 13h30 às 17h30

Carga Horária:  8 horas/aula

Local: Fortim dos Emboabas (Rua Altamiro Flor, nº 103 - Alto das Mercês)

Número de vagas: 6 vagas para o público em geral

                                   6 vagas para a comunidade do bairro

 

Oficina de Biocosmética Intuitiva

Resumo da oficina: Os cosméticos e produtos de higiene pessoal convencionais são cheios de ingredientes nocivos ao corpo e ao planeta: parabenos, petrolatos, alumínio, cloro, flúor, dentre outros. Nada disso é essencial e indispensável. Muito pelo contrário,. A Mãe Natureza oferece tudo o que se precisa e mostra que o simples é o mais eficaz. Os participantes vão aprender a criar cosméticos e produtos de higiene pessoal com matérias primas naturais, acessíveis e da região. O objetivo é caminhar rumo à autonomia, ao consumo sustentável e consciente e à saúde integral do ser, que é pura beleza.

Currículo da professora: Ana Elisa Banhatto começou sua jornada em 2014, quando decidiu abandonar os cosméticos convencionais e também a vida que tinha, seus hábitos. Ela precisava renascer, para viver em harmonia. Terminou sua formação em Direito e foi viajar pelo Brasil durante um ano e meio, de carona, com uma cachorra de companhia. Essa jornada a levou a mulheres curandeiras, erveiras e raizeiras e a duas amadas etnias indígenas: Pataxó e Xukuru. Aprendeu sobre as matas, as medicinas, as plantas e o amor no coração. Se considera uma aprendiz da Mãe Natureza como fonte de riqueza, cura, beleza e autonomia. Formou em Agroecologia, em Cosmetologia Natural e em Ginecologia Natural e Autônoma. Hoje tem uma marca de produtos naturais e está aprendiz de doulagem e parteria. Segue na missão dos saberes ancestrais, femininos, intuitivos e em harmonia com a Mãe Terra.

Público: Livre

Pré-requisitos: Nenhum 

Material do aluno: Lápis ou caneta, disposição, alegria e potes de cosméticos para serem reutilizados na oficina – cada um(a) vai levar suas formulações para casa.

Período: 22 de julho de 2019 (segunda-feira)

Horário:  8h30 às 12h30 e 13h30 às 17h30

Carga Horária: 8 horas/aula

Local: Fortim dos Emboabas (Rua Altamiro Flor, nº 103 - Alto das Mercês)

Número de vagas: 7 vagas para o público em geral

                                   8 vagas para a comunidade do bairro

 

 

Por dentro da magrela: manual de primeiros-socorros para o ciclista em apuros

Resumo da oficina: Pedalar é viver, mas para a experiência ser completa é preciso dominar minimamente a mecânica da magrela e, assim, gozar da autonomia de locomoção deste fantástico meio de transporte. Nesta oficina é proposto o compartilhamento de estudos práticos, feitos de maneira independente e, a partir de trocas, durante uma longa viagem de bicicleta feita pelas Regiões Norte e Nordeste do Brasil. Em um espaço-oficina, a ideia é tratar os problemas mecânicos mais comuns, como regulagem e troca de freios, regulagem das marchas e consertos de pneus, além de cuidar de aspectos gerais da bicicleta. Também será entregue aos participantes um pequeno manual artesanal sobre os procedimentos tratados na oficina.

Currículo do professor: Mauro Terrazas é argentino e artista circense. Chegou ao Brasil após uma viagem que durou oito anos ininterruptos, nos quais cruzou todos os países da América Latina. Ao entrar no Brasil, encontrou na bicicleta a parceira ideal de viagem e logo percebeu a necessidade de aprender sobre os mecanismos básicos do seu meio de transporte. Entre conversas com mecânicos e perrengues pelas estradas, adquiriu experiência para manter sua bike e ajudar outros ciclistas em apuros.

Público: A partir de 14 anos

Pré-requisitos: Nenhum

Material do aluno: Os participantes devem trazer suas bicicletas, um pano para limpar as mãos sujas de graxa e duas colheres com cabo de metal. Se tiverem, trazer também ferramentas básicas como: chave de fenda (em cruz e plano), alicate, chave inglesa e chave allen.

Período: 25 e 26 de julho de 2019 (quinta e sexta-feira)

Horário: 13h30 às 17h30

Carga Horária:  8 horas/aula

Local: Fortim dos Emboabas (Rua Altamiro Flor, nº 103 - Alto das Mercês)

Número de vagas: 5 vagas para o público em geral

                                    5 vagas para a comunidade do bairro

 

 


Universidade Federal de São João del-Rei
Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários
1988-2019 © Todos os direitos reservados