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Uma oficina sobre os sabores da vida

O sabor de uma refeição não apenas define a qualidade dela como também as sensações e os sentimentos que ela pode trazer. Especiarias são parte importante disso, já que se tornaram parte importante do processo culinário – além de deixarem a comida mais gostosa, também podem fazer bem à saúde. Não à toa, foram uma das razões de a humanidade ter explorado os oceanos. O poder e as propriedades desses alimentos especiais foram o foco da oficina Chás, temperos e especiarias – uma experiência para todos os sentidos.

A oficina foi realizada no último dia de Inverno Cultural, domingo (30), pela proprietária do Al Bazaar e estudiosa do tema, Lívia Lima Resende. Ela apresentou algumas das especiarias da loja e deu dicas culinárias e medicinais sobre o tema, além de oferecer degustação de chá e biscoitos.

Entre as recomendações culinárias, algumas merecem destaque. Pimenta preta, por exemplo, ajuda na confecção de biscoitos e doces se usada com muita moderação (eu provei os biscoitos e realmente ficaram muito bons!); canela pode ser misturada com farinha para empanar; e anis apura o sabor dos legumes se misturado à água que será usada no cozimento. Mas a mistura que mais me chamou atenção foi pimenta da jamaica na canjica doce – fiquei curioso de tentar.

Os benefícios medicinais de diversas plantas é mais que comprovado. Há muito tempo, chás são usados como auxílio no tratamento de diversas doenças, sendo parte forte da sabedoria popular e com propriedades reconhecidas pela ciência. Entre as recomendações, chá de cravo e chá de orégano contra cólicas, chá de alfazema e chá de jasmim contra insônia, chá de camomila contra enjôo. Lívia, entretanto, pede cautela no uso dos chás (e eu reforço o pedido!), pois não podem ser tomado em excesso nem substituir tratamentos indicados por profissionais de saúde.

Sobre o poder das especiarias e como elas despertam interesse e nos afetam até hoje, Lívia acha que tamanha força vem das culturas: “As especiarias são expressão da cultura de um povo, de uma região, de um desejo, de uma vontade… O ato de você colocar uma especiaria na comida tem muito a ver com o que você está sentindo naquele momento, é um pouco da alma da pessoa que tá indo ali. E como mexe muito com essa questão de sentimentos, mexe muito com a gente, somos muito emoção!.”

Ao fim da oficina, todos os participantes (e o repórter) ganharam um (delicioso) lanchinho do Commidas, restaurante de comida integral e orgânica próximo ao Al Bazaar.

Texto: Felipe Januário

Edição: Rogério Alvarenga

Foto: Bianca Furtado


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