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O fim da tarde de sábado (28) abriu as portas do Solar da Baronesa para músicas que remetem às nossas raízes. O grupo de pesquisa e programa de extensão do curso de Teatro da UFSJ, Casa Aberta, convidou o público para um encontro cantado, um espetáculo musical em que a plateia também se faz artista.

Os riffs de guitarra, a pegada do baixo e o ritmo da bateria não deixavam dúvidas: a segunda banda a subir ao palco do Matosinhos na sexta-feira, 27, como parte do 30° Inverno Cultural UFSJ, trazia ao cenário independente mineiro a sonoridade do rock alternativo britânico. Era o show da Devise.

Não estranhe se, ao passar no pátio do Campus Santo Antônio neste sábado à tarde, encontrar verdadeiros personagens devidamente caracterizados e prontos para atuar. É a apresentação da residência Figurino em Ação, que trabalhou o processo de criação artística e performática até a última sexta, 27.

Iluminada pela luz da lua cheia e dos holofotes do palco do Inverno, Rita Moreira tratou de deixar que sua voz ecoasse na Praça Bom Jesus do Matosinhos, enquanto distribuía carisma para o animado público na noite de sexta-feira. Ao lado do guitarrista Leonardo Avellar, do baterista Guilherme Faria e do baixista Rafael Wolbert, cantou repertório especialmente planejado para o evento, com novos arranjos e diversidade de estilos.

Calça feita de saco de batata, um blazer cinza listrado sobrepondo uma camisa social cor de terra. A barba avantajada, emendada com um corte de cabelo inexistente escondiam o olhar profundo e sincero do vendedor. Entrou na sala com imponência, batia forte os pés, descalços, no chão de madeira da Sala Pretinha no campus Tancredo Neves. 

A rua como palco. É assim que o coletivo Toda Deseo trabalha, levando arte e resistência a espaços públicos e alternativos da cidade. Neste Inverno, o coletivo promoveu a oficina Corpo-Cidade: Experimentos para Sobreviver em Tempos Sombrios numa busca por diálogo e novas experiências, e no dia 28 apresenta o espetáculo SER – Experimento para Tempos Sombrios.

O 30° Inverno Cultural UFSJ vai chegando ao fim, mas a memória ficará conosco por um bom tempo. Lembranças, por exemplo, do espetáculo musical do Palindrum, que, na quinta-feira, 26, uniu piano, cello, bateria e o curioso hang drum para criar um repertório instrumental inteiramente autoral e instigante.

O poeta é a pimenta do planeta. Se é para marcar seu papel na sociedade, longe de reduzi-los a espaços marginais, levemos os poetas até os holofotes neste Inverno Cultural. Lá estava um local propício a apimentar o evento: a Noite de Poesia (Des)encontro (Des)marcado, no Centro Cultural UFSJ, na última quinta-feira, 26.

Se depender de Tuca Boelsums, as tradições e cantigas rurais não vão morrer. O cantor levou a atmosfera bucólica de suas canções ao Conservatório Estadual de Música Padre José Maria Xavier com o show Cantos rurais, na noite da última quarta-feira, 25, em evento do 30º Inverno Cultural UFSJ.

Você conhece o espaço em que vive? E o caminho que percorre todos os dias para o trabalho? Imagino que a resposta tenha sido “sim”. Mas basta um olhar mais cauteloso para entendermos que conhecer é diferente de saber, para compreendermos que é possível desenvolver uma nova forma de enxergar o espaço que habitamos. Essa é a proposta das artistas do Coletivo Dodecafônico

Cortejar para encerrar. E assim começa o último dia do 30° Inverno Cultural UFSJ, com muita alegria e os tambores do jongo e do congado, que ainda tem, ao longo da programação de domingo, lançamento de livros e shows com Tamara Franklin e Pimenta de Macaco.

Acima do portão de ferro, a imagem da caveira anuncia o ano de fundação do campo-santo: 1836. Abaixo, as iniciais das mãos responsáveis por fundir o portal: Jesuíno José Ferreira. O raro cemitério coberto da Ordem Terceira do Monte Carmelo desperta atenção dos que acreditam que os seus altos muros escondem bem mais do que uma arquitetura centenária.


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