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A banda Nove Zero Nove literalmente “abalou as estruturas” da Praça Bom Jesus do Matozinhos na noite de sábado, encerrando o sétimo dia de atividades do Inverno Cultural. Se era rock and roll que o público queria, as distorções de guitarra, a agressividade de bateria e baixo e a energia do vocalista não decepcionaram.

Iluminada pela luz da lua cheia e dos holofotes do palco do Inverno, Rita Moreira tratou de deixar que sua voz ecoasse na Praça Bom Jesus do Matosinhos, enquanto distribuía carisma para o animado público na noite de sexta-feira. Ao lado do guitarrista Leonardo Avellar, do baterista Guilherme Faria e do baixista Rafael Wolbert, cantou repertório especialmente planejado para o evento, com novos arranjos e diversidade de estilos.

Calça feita de saco de batata, um blazer cinza listrado sobrepondo uma camisa social cor de terra. A barba avantajada, emendada com um corte de cabelo inexistente escondiam o olhar profundo e sincero do vendedor. Entrou na sala com imponência, batia forte os pés, descalços, no chão de madeira da Sala Pretinha no campus Tancredo Neves. 

O pátio do Campus Santo Antônio e a frente da Igreja São Francisco de Assis foram cenário para as peças  criadas pelos participantes da residência Figurino em Ação, no sábado, dia 28. Nas performances, reutilizaram tecidos e ornamentos e exploraram as relações com o sagrado.

O 30° Inverno Cultural UFSJ vai chegando ao fim, mas a memória ficará conosco por um bom tempo. Lembranças, por exemplo, do espetáculo musical do Palindrum, que, na quinta-feira, 26, uniu piano, cello, bateria e o curioso hang drum para criar um repertório instrumental inteiramente autoral e instigante.

O poeta é a pimenta do planeta. Se é para marcar seu papel na sociedade, longe de reduzi-los a espaços marginais, levemos os poetas até os holofotes neste Inverno Cultural. Lá estava um local propício a apimentar o evento: a Noite de Poesia (Des)encontro (Des)marcado, no Centro Cultural UFSJ, na última quinta-feira, 26.

Tolerância, diálogo, conexão e liberdade. As quatro palavras-base para o 30º Inverno Cultural UFSJ ganharam ainda mais força no encerramento do festival com o cortejo organizado pelo Terno de Congada Moçambique e Catopé de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito e a roda de jongo do grupo Negra Mina.

Você conhece o espaço em que vive? E o caminho que percorre todos os dias para o trabalho? Imagino que a resposta tenha sido “sim”. Mas basta um olhar mais cauteloso para entendermos que conhecer é diferente de saber, para compreendermos que é possível desenvolver uma nova forma de enxergar o espaço que habitamos. Essa é a proposta das artistas do Coletivo Dodecafônico

Cortejar para encerrar. E assim começa o último dia do 30° Inverno Cultural UFSJ, com muita alegria e os tambores do jongo e do congado, que ainda tem, ao longo da programação de domingo, lançamento de livros e shows com Tamara Franklin e Pimenta de Macaco.

O fim da tarde de sábado (28) abriu as portas do Solar da Baronesa para músicas que remetem às nossas raízes. O grupo de pesquisa e programa de extensão do curso de Teatro da UFSJ, Casa Aberta, convidou o público para um encontro cantado, um espetáculo musical em que a plateia também se faz artista.

Os riffs de guitarra, a pegada do baixo e o ritmo da bateria não deixavam dúvidas: a segunda banda a subir ao palco do Matosinhos na sexta-feira, 27, como parte do 30° Inverno Cultural UFSJ, trazia ao cenário independente mineiro a sonoridade do rock alternativo britânico. Era o show da Devise.

Não estranhe se, ao passar no pátio do Campus Santo Antônio neste sábado à tarde, encontrar verdadeiros personagens devidamente caracterizados e prontos para atuar. É a apresentação da residência Figurino em Ação, que trabalhou o processo de criação artística e performática até a última sexta, 27.


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