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Com objetivo de popularizar a culinária advinda dos povos africanos, o Fortim dos Emboabas recebeu, nos dias 22 e 23 de julho, a Oficina Acarajé Raiz. O projeto fez parte do Mutirão Cultural, que desenvolveu atividades centradas especialmente para as populações mais periféricas de São João del-Rei dentro do Inverno Cultural.

Submetidos à rotina exaustiva e asfixiante da cidade, geralmente nos queixamos da falta de tempo. Os dias têm apenas 24 horas; as semanas, sete dias; e para cada um deles temos mais convicção de que nos falta tempo para nos dedicar às pessoas que amamos, aos nossos hábitos e interesses. Na correria do cotidiano, deixamos de fazer o que queremos e precisamos.

Móveis e objetos de madeira fazem parte do cotidiano há milhares de anos, desde quando o homem de Neanderthal ainda vagava pela Terra. O próprio desenvolvimento da espécie humana, dizem a Antropologia e a História, está relacionado à evolução das técnicas e ferramentas para utilizar a madeira e a rocha. Ao longo dos tempos, a relação com o material evoluiu, surgiram novas aplicações e formatos. E a marcenaria artesanal foi perdendo espaço para a indústria.

O 31º Inverno Cultural está chegando ao fim. Após muita música, teatro e oficinas, a programação deste domingo, 28, encerra o evento em grande estilo, com contação de histórias, espetáculos e shows de heavy metal das bandas Saguaros e da Tuatha De Danann, que mescla ao estilo a música celta.

Estereótipos criados em cima de uma cobrança que beira à perfeição. Roupas, acessórios, casa limpa, marido satisfeito e, lógico, a dieta em dia. Não se pode errar. O espetáculo (IN)cômodos traz para dentro de casa as dores, as angústias e as dificuldades enfrentadas por três mulheres que, assim como nós, buscam se encaixar em determinado padrão social.

Todo ano, Josilene Gonçalves espera ansiosa pelo Inverno Cultural para levar suas filhas às oficinas e eventos infantis. Heloise, a mais nova, de apenas 3 anos, está participando pela primeira vez. Na tarde de terça-feira, 23, após deixar a filha mais velha, Ana Flor, em uma oficina de fotografia, Josilene e Heloise foram para a Vivência Infantil Maravilhá – histórias e brincadeiras.

Os carmins – e as outras cores – vivem! foi o espetáculo realizado quarta-feira, 24, na Sociedade de Concertos Sinfônicos, durante programação do 31º Inverno Cultural UFSJ. A vivência literária exaltou a vida e a obra de Oscar José Medeiros Júnior, conhecido pelos são-joanenses como “o Poeta”. Apresentado por Pedro Lago e Gabriel Resende, músicos e amigos de Oscar, o espetáculo focalizou a trajetória do homenageado por meio de suas músicas e poemas declamados.

O segundo sábado do 31º Inverno Cultural UFSJ está cheio de atividades. Em dia de apresentações musicais as mais variadas, um dos destaques é Aline Calixto, que canta às 22h no Palco Inverno. A cantora mineira traz a São João del-Rei seu show de dez anos de carreira, relembrando sucessos e homenageando grandes nomes do samba.

Quinto dia de Inverno Cultural: 24 de julho. A primeira peça a que muitos assistiam no Festival. Eu, não. Saí de casa correndo, era quase 18 horas. Precisava chegar ao Campus Dom Bosco para cobrir um espetáculo. A caminho, li a sinopse: “O experimento cênico Silêncios – tempos de amar parte do silêncio como possibilidade de pensar a fala sendo aquilo que não é dito, mas que se revela nos pequenos gestos e no encontro com o outro.”

Quinta-feira, 25 de julho, 18h. Com passos cautelosos, o público entrava na Sala Preta do Ctan para mais um espetáculo do 31º Inverno Cultural. Passo por passo, todos se aconchegaram. Quantos passos trouxeram toda essa gente até aqui? Sala escura, pouca iluminação, suspense no ar. Quando enfim surge Júnio de Carvalho a rastejar, até dar seu primeiro passo.

A escritora paranaense Nicolle Duarte participou da roda de conversa no fim da tarde de quinta-feira, 25, na Sociedade de Concertos Sinfônicos. A também bailarina, coreógrafa, diretora e pesquisadora contou ao público como foi o processo de criação do seu primeiro livro intitulado “Quem ama a liberdade, detesta a solidão”. No encontro, a autora conversou com os participantes sobre as inspirações e o percurso do livro, obra reunindo uma série de textos reflexivos baseados em diários pessoais, até a publicação.

A arte imita a vida ou a vida imita a arte?, perguntaram-se quem assistiu a Eu Nunca Mais Vou Voltar Por Aí: Fuga nº 3, no início da noite de terça, 24. À meia luz emitida por um abajur, Maria Cordélia aguardava, sentada numa cadeira, o público se acomodar. A proposta era desafiadora: interpretar a si mesma e contar sua história.


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