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Concerto exalta influência italiana na música barroca

Na noite de sábado, 27, o conjunto Emsemble Ars Plena apresentou o concerto “A influência italiana na música do Brasil e da Europa” na Capela da Santa Casa, às 20h30. No oitavo dia de Inverno Cultural, o público pode se deliciar com as performances do violinista Roger Ribeiro e do cravista Eduardo Antonello.

O programa apresentado pelo Ensemble Ars Plena trouxe quatro sonatas dos compositores Heinrich von Biber, Carl Philipp Emanuel Bach (filho de JS Bach), Corelli e Albinoni .As sonatas de Corelli e Albinoni foram interpretadas por Roger Ribeiro no violino barroco e Eduardo Antonello no cravo dobrável. Roger denominou seu inusitado instrumento de “a versão 1.0 do violino normal” e Eduardo explicou que seu cravo foi projetado para ser levado em viagens, o que justifica sua raridade.

A música barroca é marcada pela improvisação. Fazendo jus a essa característica, Antonello criou um solo de cravo ao final da apresentação. Anteriormente, já havia tocado a música “Morlake Ground”, do inglês John Blow. “A liberdade com que os músicos tocavam é absurda. Então é uma grande oportunidade estar fazendo essa música com um cravista como o Eduardo Antonello, que tem muita inventividade”, comenta o violinista Roger Ribeiro.

A influência italiana foi demonstrada no concerto através do diálogo entre os vários compositores apresentados. Segundo Ribeiro, a música barroca e a improvisação viajaram o mundo, estando presente inclusive na música popular e nas tradições brasileiras, com o choro e o samba, por exemplo.

Músico desde pequeno

O pequeno Renato tem somente cinco anos e já sonha em ser músico, como seu bisavô. Chegou cedo ao concerto com seus pais e sentou na primeira fileira. Prestou total atenção durante toda a apresentação, que durou mais de uma hora. Gostou da apresentação por causa dos inusitados instrumentos. O cravo dobrável foi seu favorito, tendo tocado um pouquinho depois que o evento se encerrou.

Patrícia da Silva, sua mãe, diz que não entende muito de música, “quem entende mais é o pai”, mas veio por Renato. “A gente sempre traz ele desde pequenininho, porque ele gosta muito de música e pede para estar participando. E foi muito, muito bonito”, afirma a mãe.


Texto: Cleo Moraes

Edição:Mauro Lovatto

Revisão: Rogério Alvarenga

Foto: Carol Rodrigues


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