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Ao som das batidas do rap e do gingado do hip hop, o Inverno Radical trouxe para a histórica São João del-Rei outro panorama: a arte nas quatro rodas do skate. O evento, inserido na programação do Inverno Cultural, acontece há sete anos e, desde o início, vem fomentando a prática desse esporte, tão julgado quanto marginalizado.

Quem esteve no Teatro Municipal na noite do dia 21 ficou encantado com a mistura de História e Poesia promovida pelo Inverno Cultural UFSJ. Para aquecer o público, Mar de Água Doce, contada nas escadarias do teatro, narrou a criação do mundo a partir da mitologia de diversas tribos africanas. Logo após, poetas tomaram o palco, com performances que juntaram poesia, música e artes cênicas.

Com o Teatro Municipal lotado, o show começou. Um a um, os integrantes da banda foram entrando e assumindo seus lugares no palco já tocando seus instrumentos. Primeiro a baixista, depois o baterista, e assim por diante, até chegar o trio que marcou a noite com músicas do artista Chico Buarque. As intérpretes de vozes marcantes Ana Dias, Valéria Braga e Juliana Mota – que também dirige o espetáculo – embalaram a noite com quase 20 músicas do cantor.

São João del-Rei recebeu, durante o 28º Inverno Cultural UFSJ, o Quarteto Brasileiro de Violões, dono de um repertório recheado de música clássica “abrasileirada”. Conhecidos nacional e internacionalmente, o grupo apresenta um olhar bem brasileiro sobre a música clássica, com interpretações que vão de Bach a Villa-Lobos.

Dorival Caymmi é considerado um dos maiores gênios da música brasileira, não só de seu tempo, mas de todas as gerações que se seguiram. Influenciando grandes nomes como Caetano Veloso e Tom Zé, é uma das principais fontes de inspiração do grupo carioca Casuarina. Da influência do músico baiano nasceu No passo de Caymmi, sexto álbum dos 14 anos de estrada do conjunto, cujo nome se deriva de um gênero de árvores encontradas na Austrália.

O 28º Inverno Cultural UFSJ chegou a Conselheiro Lafaiete trazendo toda a melodia do samba de raiz. Para fechar o primeiro dia do festival na cidade, o grupo Corda e Caçamba, de São João Del-Rei, não deixou o público parado com os batuques do ritmo que é a cara do Brasil.

O som do órgão barroco é uma “voz celestial” que preenche o ambiente, trazendo a quem o escuta uma ligação com tudo o que há de mais perfeito. Elisa Freixo, paranaense radicada em Mariana, encontrou nessa perfeição sua vocação de vida ao dedicar-se à formação em órgão e cravo no Brasil e na Alemanha. Referência nesse instrumento musical da época colonial brasileira, Elisa se apresentou 28º Inverno Cultural UFSJ na quinta, 23, em recital de órgão de tubos no Museu Regional de São João del-Rei.

O cansaço do final de semana não intimidou o público são-joanense que compareceu à Avenida Tancredo Neves sedento por mais uma dose de boa música. O motivo: Badi Assad. Cantora e violonista com mais de 25 anos de carreira e reconhecimento internacional, ela foi a atração principal da noite da primeira segunda do 28º Inverno Cultural UFSJ. Com um banquinho e um violão, o palco imenso ficou pequeno para seu estado de espírito contagiante.

“Pensar melhor sobre a maneira como nos relacionamos”. Esse foi o objetivo da exposição “Liquidificador”, do artista Marlon de Paula. Aluno do curso de Jornalismo da UFSJ, Marlon expôs pela segunda vez no Inverno Cultural.

O Duo Orion se apresentou na noite da última quarta-feira no Teatro Municipal de São João del-Rei. Uma brasileira e uma francesa se uniram há pouco tempo, mas já carregam experiência em turnês e concursos pela Europa. Apresentando músicas de difícil execução, o esforço de Elisa Aquino no piano, e Elsa Dorbath no violoncelo, brindaram o público com composições de Bartók, Brahms, Kabalevisky e Piazolla.

Auto da Barca do Inferno é um clássico da literatura portuguesa que atravessa gerações. A história escrita por Gil Vicente, no século XVI, é tão marcante que foi capaz de sair das páginas dos livros, subir aos palcos, ganhar as telas dos cinemas e diversas adaptações em diferentes meios. Mas o que distingue a apresentação desse espetáculo no 28º Inverno Cultural de outros já encenados? O fato de todos os atores que encarnaram as personagens consagradas da história serem alunos do Programa Universidade na Terceira Idade.


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