17 a 25 de julho - Galpões da Rede Ferroviária
Estamos no movimento. No corpo. No tempo fragmentado. Deve haver um meio de desvendar as complexidades do cinza — essa névoa urbana que, de maneira sutil, empurra silenciosamente a vida. A proposta "Não é céu" responde à urgência do tema “Todo dia é dia de Viver!” com uma provocação visual direta e uma recusa à utopia digital, céu abstrato de perfeições tecnológicas. Através do uso de múltiplas exposições e longa exposição, as fotografias são geradas pela sobreposição de tempos e movimentos capturados em um único quadro. As imagens então funcionam como desintegrações visuais, colidem e se dissolvem, criando uma textura espectral, algo permanentemente em trânsito, presença partida sob a superfície da hiperconectividade. Esta pequena exposição consiste em um tríptico de impressões sublimáticas em tecido em grande formato, concebidas para ocupar espaços alternativos ou urbanos (ruas, praças). O tecido como suporte: efêmero, tátil, permeável e flutuante, um contraste com a rigidez do concreto urbano.