Artes Cênicas

 

Construção Site Especific e Tecnologia: em busca de dramaturgias singulares 

Resumo da oficina: Trata-se de uma Experiência de áudio drama que leva os participantes - munidos com seus próprios smartphones e fones de ouvido fornecidos pela produção - a vivenciarem uma narrativa enquanto são guiados pelas ruas da cidade, entrando em contato com si mesmos e com o espaço ao redor, através de uma dramaturgia audiovisual composta por áudios mono, vídeos, fotos e cenas em áudios 3D binaurais, que recriam uma espacialidade e simulam a presença física do personagem que é escutado pelos fones. “Frequência Ausente 19Hz” é uma forma criativa de colocar o cidadão em contato com seu entorno, com componentes de sua história, e assim refletir sobre a sua identidade e sentir-se parte de uma coletividade. Atualmente, percebe-se um profundo distanciamento do cidadão para com a cidade e os outros. A falta de experiência vivencial do local e do conhecimento de sua formação histórica podem ser colocadas como possíveis razões para o surgimento desta distância. Perceber quais são as questões sociais e políticas do nosso tempo requer experiência, além da informação. Uma alternativa possível para o início do processo de redescoberta da cidade e do próprio cidadão enquanto ser social e político passa por uma necessária reconexão com o espaço em que habita. FA19Hz, assim, se torna um catalisador criado para que o participante reconheça o espaço, o outro e as questões inerentes a ele e a coletividade.

Currículo do professor(a): ExCompanhia de Teatro - Cria em 2012 seu primeiro projeto, EU - NEGOCIANDO SENTIDOS, uma experiência cênica imersiva transmídia com um mês de duração, que unia redes sociais e encontros virtuais com personagens, além de encontros presenciais numa casa e em vários lugares da cidade - com apresentações em São Paulo e Munique, na Alemanha. No final de 2013, é selecionada no edital de Co-Patrocínio Fomento ao Audiovisual da Prefeitura de São Paulo, para reformatar o projeto numa websérie. Cria, em 2015, FREQUÊNCIA AUSENTE 19Hz e é selecionada para as programações oficiais da Virada Cultural no Instituto Capobianco e do Festival Satyrianas. Em 2016, FA19Hz participa do Festival Imaginarius, em Portugal. Em 2017, lança O ENIGMA VOYNICH, uma série em aplicativo gratuito para Android e iOS, com tecnologia em áudio 3D e grafite digital, onde os participantes se tornam o personagem central de um thriller de suspense sobre o manuscrito Voynich, um livro real e indecifrável.

Público-alvo: a partir de 14 anos

Pré-requisito: nenhum

Material do aluno: Celular com whatsapp

Local: Sala 3.01 - Pavilhão de Aulas do Campus Santo Antônio/UFSJ

Período: 22 de julho de 2018

Horário: 16h às 19h

Carga horária: 03 horas/aula

Número de vagas: 30

  

Corpo-cidade: experimentos para sobreviver em tempos sombrios 

Resumo da oficina: Corpo-cidade: experimentos para sobreviver em tempos sombrios é uma oficina realizada pelo coletivo TODA DESEO, que tem por objetivo a sensibilização dos participantes para as questões de gênero, numa dinâmica que privilegia a interação com os espaços da cidade, a fim de reescrever narrativas de corpos considerados marginalizados ou subalternizados.

Currículo do professor(a): A companhia TODA DESEO é um coletivo de artistas fundado em 2013, em Belo Horizonte. Sua pesquisa é voltada para novas formas de ocupação teatral e para a criação contemporânea a partir questões relacionadas a identidades de gênero e orientação sexual, dando ênfase nas pautas das pessoas trans. Entre suas principais realizações estão as No Soy Un Maricón (2013); Corpos que não importam (2014); Campeonato Interdrag de Gaymada (2015); Nossa Senhora (2016); Ser - experimento para tempos sombrios (2016). Mantendo todo seu repertorio ativo, a companhia realiza intercâmbio com múltiplos artistas, como Alexandre de Sena/Espanca!, Márcio Abreu/Companhia Brasileira de Teatro, Daniel Toledo/TAZ. Recebeu nos últimos anos prêmios de Direitos Humanos e Cidadania LGBT 2015 e 2016 por sua atuação e de destaque em ocupação pública. Suas produções têm sido constantemente elogiadas pela crítica especializada.

Público-alvo: Artistas e interessados no teatro contemporâneo e nas questões relacionadas a gênero e sexualidades.

Idade mínima: A partir de 16 anos

Pré-requisito: Mínima experiência em qualquer área artística

Material do aluno: Roupas confortáveis e material para anotação

Local: Sala 3.20 - Campus Santo Antônio (UFSJ) - Prédio principal

Período: 27 e 28 de julho de 2018

Horário: 10h às 13h

Carga Horária: 06 horas/aula

Número de vagas: 20

  

Do Quintal a Sala de Aula 

Resumo da oficina: Vivência cantante com repertório brincante de cantigas de roda, canções de cortejo, brinquedos cantados e histórias musicadas colhidas na Amazônia, no Nordeste, no Vale do Jequitinhonha, no Norte de Minas e em países da África de Língua Portuguesa - com pitadas de técnicas de expressão vocal e corporal, de improvisação e do princípio da música-em-cena.

Currículo do professor(a): A oficina é ministrada pelos atores Mariana Arruda, Leonardo Rocha e Hugo da Silva do Grupo Maria Cutia. O Maria Cutia é uma companhia de teatro de rua que nasceu em Belo Horizonte em 2006 e desde então vem criando e apresentando espetáculos por praças, parques e ruas de Minas, do Brasil e de outros países. Ao longo dos seus onze anos de trabalho, já realizou mais de 700 espetáculos e 100 oficinas artísticas, tendo passado por aproximadamente 150 cidades de 19 estados do Brasil e 5 países da África, com um público estimado de 250 mil pessoas. Como frentes de pesquisa artística, o grupo trabalha com o diálogo entre música e teatro, numa pesquisa autoral que denomina música-em-cena. Em todos os seus espetáculos, a trilha é executada ao vivo pelos atores.

Público-alvo: Professores, contadores de histórias, arte-educadores, atores, bailarinos, cantores, terapeutas e aventureiros em geral.

Idade mínima: A partir de 20 anos

Pré-requisito: Nenhum

Material do aluno: Roupas leves

Local: Sala Pretinha (CTAN/UFSJ)

Período: 23 de julho de 2018

Horário: 10h às 13h

Carga Horária: 03 horas/aula

Número de vagas: 20

 

Cantos e Tambores: uma vivência de Jongo e Congada

Resumo: Os tambores não se calam. A voz da ancestralidade ecoa nas ruas, nas praças, nos largos. Elas vêm de longe e se preenchem no espaço-tempo. Do morro para o Centro, trocar os saberes que pulsam nossos corações, nos ritmarmos. Numa imersão em suas riquezas de cantos, nos louvores, nas palmas e no corpo que dança e se recorda; o grupo de Congado Moçambique Catopé Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, junto ao grupo de Jongo Negra Mina, saúdam e convidam para a oficina que será uma partilha de suas vivências.

Currículo do professor(a): O Grupo de Estudos e Prática de Jongo Negra Mina nasceu em meados de 2015 com a proposta de disseminar a cultura jongueira pela cidade de São João del-Rei. Vem realizando desde então, atividades nas praças, escolas e comunidades. O Terno de Congada Moçambique e Catopé de NS do Rosário e São Benedito do bairro São Dimas nasceu em 2001 para celebrar a festa da padroeira e continuar uma tradição familiar de congadeiros e salvaguardando a memória tradicional do catolicismo negro na cidade. O grupo também tem seu histórico de apresentações em escolas, museus e festas regionais de santos católicos.

Público-alvo: Crianças e adultos a partir de 8 anos

Pré-requisito: Nenhum

Material do aluno: Nenhum

 Local: Largo do Rosário

Período: 24 de julho de 2018

Horário: 14h às 17h

Carga horária: 03 horas/aula

Número de vagas: 30

 

 Oficina de Forró (2 turmas) 

Resumo: Proporcionar aos participantes uma vivência da dança de salão no gênero forró, buscando dialogar com possíveis experiências locais de grupos, escolas e aprendizes da dança.

Currículo do professor(a): Alex Alvim é professor de forró e diretor de unidade da Escola de Dança Pé Descalço; professor atuante no curso de férias da Escola Rodrigo Delano; ministrou workshops na Europa no ano de 2013 em Portugal (Lisboa), Alemanha (Munique, Stuttggart), Espanha (Barcelona) e França (Paris);  ministrou workshops no Brasil em Juiz de Fora, Montes Claros, Niterói, Ipatinga. Nadiana Carvalho é professora de teatro e integrante da Escola de Dança Pé Descalço (BH).

Público-alvo: A partir de 14 anos

Pré-requisito: Interessados em aprender forró em nível iniciante e intermediário

Material do aluno: Roupas confortáveis

Local: Pátio Central do Campus Dom Bosco/UFSJ

Dia: 22 e 23 de julho de 2018

Horário: Turma iniciante 10h às 11h30 

               Turma intermediária 11h30 às 13h 

Carga Horária: 06 horas / aula

Número de vagas: 60

  

RESIDÊNCIA - Fixos e Fluxos: errâncias e nomadismos em territórios desconhecidos 

Resumo: "Fixos e Fluxos: errâncias e nomadismos em territórios desconhecidos" é uma residência artística proposta pelo Coletivo Teatro Dodecafônico, com o intuito de transpor para São João del-Rei sua prática de intervenção urbana e experimentação do caminhar como prática estética e política. Nesta residência, o Coletivo evoca as memórias inscritas na cidade mineira e no corpo de seus habitantes, propondo intervenções cênicas a partir de uma série de procedimentos para cartografar poeticamente recortes do território, identificar fluxos e gerar encontros, como derivas, travessias e ações artísticas.

Currículo do artista: Coletivo Teatro Dodecafônico é um conjunto de artistas de teatro, música, performance, artes visuais, dança e arte sonora reunidos em torno da pesquisa de procedimentos para a criação artística contemporânea. Formado em 2008, as criações cênicas do Coletivo se inserem no campo do teatro performativo, sendo que, desde 2014, suas pesquisas se concentram na intervenção e performance urbana, a partir de ações que exploram o caminhar como prática estética e política.

Público-alvo: A partir de 18 anos

Pré-requisito: Possuir relação afetiva com a cidade de São João del-Rei

Material do aluno: Roupas e sapatos confortáveis, fones de ouvido, dispositivo sonoro, caderno e caneta para anotações.

Dias e Locais:

23 e 24 de julho - Sala Multimídia - Centro Cultural UFSJ

25 e 26 de julho - CEREM (Centro de Referência Musicológica José Maria Neves) - R. Mal. Bitencourt, 24, Centro.

Horário: 14h às 18h

Carga Horária: 16 horas/aula

Número de vagas: 10

 

RESIDÊNCIA – Figurino em Ação 

Resumo: Figurino em Ação será uma vivência performática de criação e ocupação artística numa praça de São João del-Rei. O projeto explora a performance e a arte viva e contemporânea, de forma intuitiva em experimentações ativas de Arianne Vitale, junto com os participantes das ações e parceiros. O ato de se vestir cria um dispositivo que abre um campo aberto para a imaginação, a memória e a presença do corpo, utópico e político em ação, mascarado, interagindo com a cidade, durante 5 dias.

Currículo do professor(a): Arianne Vitale é artista, figurinista, pesquisadora e professora que atua em diferentes áreas das Artes cênicas e visuais. É doutoranda na ECA USP no Laboratório de práticas performativas na pesquisa-ação intitulada: Figurino em ação - Processos, parcerias e metodologias para criação artística no teatro, performance e arte. Trabalha como criadora, cenógrafa e figurinista para teatro e já participou de peças com grandes diretores como Frank Castorf na Alemanha no Volksbühne em Berlim, com Antônio Araújo e o Teatro da Vertigem, Teatro de Narradores e os Haitianos, Eugenio Lima, entre outros em São Paulo e Berlim, onde viveu por 7 anos. Mais informações em https://ariannevitalecardoso.com Com o projeto Figurino em ação que idealiza e realiza desde 2016, Arianne fez duas exposições selecionadas nas Mostras Sesc de Artes Visuais MG, uma no Sesc Desportivo em Belo Horizonte e no Sesc Uberlândia e diversos cursos. Mais em https://figurinoemacao.wordpress.com

Público-alvo: A partir de 16 anos

Pré-requisito: Interessados em figurino, performance, fotografia e arte

Observações: Chamamento para a participação e interação aos interessados no processo de criação artística e performática do Figurino em ação, que vai se estender durante o Inverno Cultural. A participação no projeto é aberta e facultativa - de um a quatro dias - para até 15 pessoas por dia de ação, e se aprofunda quando o participante se dispõe a troca mais prolongada com o processo, durante todo o evento. Também quem se interessa em transformar materiais pode doar tecidos, toalhas de mesa, cortinas velhas, preciosidades perdidas nos armários que não tem mais uso e que poderão ser usados e ressignificados nas criações.

Local: Pátio Central do Campus Santo Antônio/UFSJ

Dia: 24 a 27 de julho de 2018

Horário: 09h às 13h

Carga Horária: 16 horas/aula

Número de vagas: até 15 pessoas por dia

 

 VIVÊNCIA - Material Cassandra 

Resumo: MATERIAL CASSANDRA tem como ponto de partida a figura de Cassandra e a discussão do valor da palavra, dos acordos e da credibilidade nos dias de hoje, além do significado de se "tomar a própria voz". Prevê como segunda ação a vivência sobre fluxos do movimento e da voz no trabalho do ator.

Currículo do professor(a): Juliana Reis Monteiro dos Santos é doutora em Artes da Cena pela UNICAMP, diretora, atriz e cantoterapeuta.  Docente na ELT Santo André (de 2002 a 2013). Professora no curso de Teatro na UFSJ. Também dirigiu: "Medea Mina Jeje", de Rudinei Borges, “Os Meninos e as Pedras”, de Antônio Rogério Toscano, Núcleo Entrelinhas de Teatro (Prêmios APCA e FEMSA Coca-Cola/2006 de Melhores Autor e Espetáculo Jovem). Indicada ao Prêmio de Melhor Direção e Criação de Partitura Expressivo-Corporal (Fentepira/2012) por "Bielski".

Público-alvo: A partir de 17 anos

Pré-requisito: Nenhum

Material do aluno: Roupa de trabalho: moleton e camiseta que permitam movimentos livres e que possam ir ao chão

Local: Sala Pretinha (CTAN/UFSJ)

Dia: 25 de julho de 2018

Horário: 14h às 17h30

Carga Horária: 03 horas / aula

Número de vagas: 20

   

Teatro, Jogos e Brincadeiras

Resumo: Estimulando a criação e execução de jogos e brincadeiras já existentes no universo infantil, aliados a histórias, fábulas e episódios que os próprios participantes trazem no seu imaginário, a oficina pretende alimentar a percepção de que os espaços e as narrativas estabelecidas são passíveis de transformação e reinvenção. Adaptando exercícios e jogos a partir dos conceitos de viewpoints, de Mary Overlie e Anne Bogart, associados às possibilidades de desenvolvimento de musicalidade e ritmo cênico, a oficina também busca, através dos jogos teatrais, contribuir para a percepção sensível dos participantes enquanto agentes transformadores e atuantes no corpo social a que pertencem. A oficina é um desdobramento das atividades realizadas no Programa de Extensão “Desempacontando a Biblioteca Pública de São João del-Rei: jogos, brincadeiras e teatro”, coordenado pelo professor Cláudio Guilarduci.

 

Currículo das professoras: Winnie Giarola Minucci Guimarães e Laura de Paula Resende, estudantes do curso de graduação em Teatro pela UFSJ.

Público-alvo: crianças e pré-adolescentes entre 09 a 13 anos

Pré-requisito: ser aluno da ONG Atuação

Carga horária: 9 horas/aula

Período: 23 a 25 de julho, segunda a quarta-feira

Horário: 14h às 17h

Local: ONG Atuação

Número de vagas: 15

 

Quem Tem Medo de Preto

Resumo: Partindo de uma experiência lúdica com o universo da dança dos Orixás, a oficina pretende sensibilizar o participante para questões relacionadas às manifestações culturais de matrizes africanas e, a partir disso, poder discutir questões raciais que as mesmas possam suscitar e refletir sobre as questões históricas e sociais que giram em torno da cultura negra no Brasil.

Currículo do professor: Zilvan Lima é bacharel em Teatro pela UFSJ, onde também cursa a Licenciatura. Foi integrante da Associação Afro-brasileira Casa do Tesouro, ator, professor de teatro. Tem sua formação e processos perpassados pela cultura de matriz africana. É bolsista do Pibex Cultura pelo projeto Brincando com o Teatro. 

Público-alvo: Interessados em dança de matriz africana e questões raciais

Idade mínima: A partir de 15 anos

Pré-requisito: não há

Carga horária: 9 horas/aula

Período: 24 e 25 de julho, terça e quarta-feira

Horário: 24/07 - 09h às 12h / 14h às 17h

              25/07 - 09h às 12h

Local: Sala 1.18 - Pavilhão de aulas do Campus Santo Antônio/UFSJ

Número de vagas: 25

 

Primeiros Passos- Iniciação ao Teatro

Resumo: Por meio de jogos e brincadeiras, a oficina propõe o experienciar, de forma lúdica, questões relacionados ao fazer teatral.  Durante a oficina serão trabalhados: o onde, o quem e o quê, tomando-os como questão fundamental da improvisação de cena. Assim como, ocupar o tempo e o espaço, a percepção e o diálogo  com os outros que habitam um mesmo lugar e as possíveis relações com o perceber-se na vida.

Currículo do professor: Zilvan Lima é bacharel em Teatro pela UFSJ, onde também cursa a Licenciatura. Foi integrante da Associação Afro-brasileira Casa do Tesouro, ator, professor de teatro. Tem sua formação e processos perpassados pela cultura de matriz africana. É bolsista do Pibex Cultura pelo projeto Brincando com o Teatro. 

Público-alvo: A partir de 12 anos

Pré-requisito: não há

Carga horária: 9 horas/aula

Período: 26 e 27 de julho, quinta e sexta-feira

Horário: 9h às 12h / 14h às 17h

Local: Local: Sala 1.18 - Pavilhão de aulas do Campus Santo Antônio/UFSJ

Número de vagas: 25

 


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