“O homem não habita a Terra, mas a domina pela linguagem”, escreve o poeta francês Michel Deguy. Nosso discurso sobre o mundo contribui para práticas exploratórias em diferentes níveis, que promovem, em último caso, isso que se pode chamar de genocídio, a devastação do planeta Terra, que constantemente mostra-se aliada a uma devastação da humanidade – sobretudo de comunidades tradicionais. Mas como habitar a Terra sem dominá-la por determinadas formas de linguagem? E como nossas práticas discursivas podem estabelecer relações outras com o planeta e, consequentemente, com práticas de consumo, apropriação e trabalho? A partir da noção de geopoética (proposta por Kenneth White) e do debate ecológico, a proposta da oficina é imaginar coletivamente diferentes formas de encarar essas questões, escrevendo com a natureza, não contra ela. Para isso, serão observadas experiências artísticas diversas (artes visuais, literatura) a fim de exercitar uma escrita que estabeleça relações mais vívidas com a Terra e com a nossa própria humanidade, sem explorá-las e sem esvaziá-las de sentido.
Gabriel Bustilho Lamas
21 e 22 de julho de 2026 | terça e quarta-feira | 14h às 18h
8 horas
Livre
Todas as idades
20 vagas
Papel e material de escrita
Praça Frei Orlando, 170 - Campus Santo Antônio (CSA) Centro, São João del-Rei - MG, Sala 1.14 PAV